Itajaí, 18, 19, 20, 21 e 22 de abril de 2012.
É festa! A maior festa relacionada à vela, em todo o mundo é a Fórmula 1 dos esportes náuticos. É a Volvo Ocean Race, que neste ano tem passagem por nosso estado, na cidade de Itajaí que está a meses preparando-se para receber estes veleiros e suas tripulações. Aliás, Itajaí e seus representantes estão de parabéns pelo excelente trabalho, traduzido na perfeita organização de todos os detalhes para quem estava na regata e para os visitantes, que vieram às centenas, prestigiar o evento.
Ficamos de quarta-feira até domingo na região de Itajaí e Navegantes, curtindo tudo o que era possível, inclusive o restaurante (comida espetacular) que instalaram no deck anexo ao píer onde aqueles gigantes de setenta pés aportavam.
Navegantes, para quem não conhece, fica no outro lado do rio Itajaí Açú (em cujas margens, no lado de Itajaí, próximo à barra que o comunica com o oceano Atlântico, o evento foi montado) e a travessia é feita de ferry boat.
No dia 22 de abril, eles partiram para Miami, na regata que teve início e algumas pernas num triângulo montado no mar em frente à barra do rio, para que pudéssemos apreciar como velejam aquelas máquinas de regata. Um espetáculo!
Nem só de Mar se vive, de Montanha também.
Floripa, 05, 06, 07, 08 e 09 de abril de 2012.
Foi por terra, mas o passeio foi tão lindo que vamos postar no blog do veleiro Bubi. Inclusive, levamos o diário de bordo do barco para passear conosco.
Quinta feira, 05 de abril, estamos saindo de Floripa para as montanhas, em direção a Termas do Tabuleiro, onde a Cristy e Sérgio (irmã e cunhado de Vivi) têm casa. A casa da montanha, como eles se referem. O empreendimento ousado e encantador, idealizado sobre nascente de águas termais, é constituído de setenta casas e um hotel (ainda em construção), com uma área comum de lazer gigantesca e muito bem idealizada e construída. A casa é guarnecida com água mineral nas torneiras e água termal nas banheiras, inclusive na do deck externo, anexo à sala de estar/jantar. Jantamos um talharim a quatro queijos, regado a bons vinhos, curtimos DVDS de boas músicas, tocamos violão e dormimos uma noite maravilhosa.
Pela manhã, 06 de abril, Vivi e eu rumamos para Bom Retiro, onde tínhamos reserva no Hotel Fazenda Curucaca. Havíamos combinado de encontrar minha família de Blumenau lá – minha Mãe Maria, Ruy e Ana Rubia (irmão e cunhada), Sany e Rubens (irmã e cunhado) e Otoni e Rosângela (cunhado e irmã de Ana Rubia).
Nós já estávamos a meio caminho, chegamos pouco mais de uma hora e meia depois de sairmos da Cristy. Eles levaram mais de seis horas sofridas num engarrafamento descomunal, em função do feriadão de páscoa.
A proprietária, Silvana (uma simpatia de anfitriã), já nos esperava para o almoço – um delicioso salmão, já que é sexta-feira santa.
À noite Silvana preparou um lindo luau, com fogueira para nos aquecer, já que a noite na serra é bem gelada. Depois nos brindou com um delicioso bacalhau à portuguesa, acompanhado de bons vinhos chilenos.
Depois do jantar, ficamos na varanda do hotel tocando violão, cantando e apreciando a lua cheia, que nasceu atrás da montanha, criando um visual poético e inspirador.
Sábado, 07 de abril, novo dia lindo e ensolarado, com lindos beija-flores alegrando o nosso café da manhã.
Depois, passeio pelas redondezas do hotel até a cachoeira. Exercitar para encarar a feijoada que nos aguardava no almoço. Uma soneca no meio da tarde e novo encontro no restaurante do hotel para muita conversa e troca de opiniões.
Domingo, 08 de abril, vamos fazer o check-out. Sany, Rubens e Mãe Maria retornam à Blumenau. Vivi, eu, Ruy, Ana, Otoni e Rosângela vamos seguir rumo para Bom Jardim da Serra – Eco Resort. O visual de cima daquelas montanhas é indescritível; nenhuma foto pode traduzir o encanto que aquilo proporciona. É extasiante. O jantar foi maravilhoso e, depois, fomos para as cabanas deliciar bons vinhos e boa conversa à beira da lagoa que as circundava.
Segunda feira, 09 de abril, depois de outra noite bem dormida e café da manhã farto, vamos descer a Serra do Rio do Rastro. Não há como descrever, nenhuma imagem fotografada pode traduzir a beleza daquele pedaço da montanha. É simplesmente maravilhoso, inacreditavelmente lindo e misterioso. Uma estrada de concreto margeando uma montanha virgem. Só!

Família de quatis (mais de 30 indivíduos) que habita as redondezas do Mirante e lá passeiam para pedir comida aos turistas.
Regata e Cruzeiro Cidade de Florianópolis
Floripa, 23, 24 e 25 de março de 2012.
Estamos embarcando em Jurerê, sexta feira, são 16 horas e o céu promete trovoada. Apressamo-nos, para não pegarmos chuva no translado de inflável do clube até o barco. Mal entramos no Bubi e caiu aquela chuvarada. Um espetáculo muito lindo, a chuva no mar, os trovões ruflando e os clarões dos relâmpagos iluminando o horizonte.
Ligamos a TV para assistir ao Jornal Nacional, o que raramente fazemos a bordo, e noticiaram a morte do Chico Anísio. É sua a frase: “a única coisa da qual me arrependo na vida, é um dia ter sido fumante”. Quase todos os nossos amigos já pararam de fumar, menos nós.
Acordamos no dia seguinte e tivemos que ir a terra para comprar cigarros, que nos esquecemos de comprar antes de embarcar ontem.
Hoje vai acontecer a Regata Cidade de Florianópolis e o Cruzeiro (passeio programado pelo clube). A largada vai ser na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina, distante duas horas daqui. Saímos atrasadas, porque fomos a terra, e encontramos a flotilha já na altura da Ilha Guarazes, quando retornamos com eles.
O vento é de sul e foi refrescando na medida em que navegávamos na volta, chegando a 25 nós nas rajadas. Estamos com a genoa aberta e aproveitamos o embate da Ponta do Forte para enrolá-la, evitando assim esforço desnecessário depois.
No clube a festa rolou linda – caldeirada de frutos do mar, chope, música ao vivo de boa qualidade, amigos de monte e muita alegria, porque, depois de uma velejada, não há tristeza que resista. Em ninguém, acho!
Hoje é domingo, acabamos de acordar e, para a minha tristeza, não tem pó de café para coar o meu cafezinho de costume. Nescafé-Ave!
Fazer o que, não tem outro.
Problema elétrico no Bubi
Floripa, 17 e 18 de março de 2012.
Estamos no Tinguá, são 12 horas de um sábado lindo de sol. Trouxemos uma feijoada pronta e congelada, preparada pela Pequena (nossa tarefeira da casa de terra). É a comida favorita da Vivi.
Estão também aqui ancorados o Livre (Catamarã 40 pés) e sua tripulação deste fim de semana – Rô, Mauro, Cristina – e o veleiro Aporreado (do comandante Alexandre) com toda a família a bordo (mulher e dois filhos).
Reunimo-nos todos no Livre para saborear aquele feijãozinho maneiro, interrompendo um churrasco que já estava na brasa e que foi reservado para o carreteiro do jantar, preparado pelo Maurão e Vivi.
A noite foi tranquila, bem dormida e o domingo amanhece com muito sol, mar manso e um ventinho soprando de sueste. Programamos de ir até Jurerê hoje para buscar a irmã da Vivi (Cristy), que irá passar o domingo conosco.
O Livre já partiu e são nove horas da manhã, quando resolvemos levantar âncora. A Vivi vai dar a partida no motor e, pela primeira vez nesse barco, nada acontece além de um “clec” quando a chave é acionada. Repete o movimento e “clec”, sem sinal do motor de arranque.
Ih, danou-se!
Vou ao painel elétrico e observo a amperagem das baterias – a do motor está acima de 13 e as três de serviço em 12.
Ligamos para o Peneira (construtor do barco) e ele nos instrui para observar o paiol das baterias e ver se há algum cabo fouxo – tudo parece estar no lugar e bem fixado. A Vivi tenta novamente enquanto eu observo as baterias e me assusto quando vejo que cada vez que a chave é acionada sai um monte de faíscas do terminal da bateria reservada para o motor. Providencio o extintor de incêndio que fica preso sob a mesa de navegação e o deixo bem à mão, para qualquer eventualidade.
Resolvemos tomar um suco e parar para organizarmos nossos pensamentos. Cogitamos ir para o clube velejando, apesar do pouco vento, mas a ideia foi abandonada, a princípio, porque sem motor – sem guincho elétrico, o que nos obrigaria a recolher na mão e no muque a âncora e seus 20 metros de corrente enterrados naquele fundo de areia e lodo, sem contar que teríamos que arrastar aquelas toneladas que pesam o veleiro até o ponto em que a âncora estava enterrada.
Ficamos no cock-pit e lembramos que o Alexandre (do Aporreado – um Main 34 – ancorado bem perto da praia), entendia de motor, porque na semana anterior o vimos com peças do motor do seu barco nas mãos, enquanto nos falava que ele próprio o arrumava. Mas justo nesse dia deixamos o bote inflável no clube. Estávamos pensando numa forma de chama-lo, já que ele não atendia ao rádio VHF, quando passou próximo a nós um pequeno inflável com um jovem e uma criança a bordo. Acenamos e pedimos a ele a gentileza de buscar o Alexandre, que já trouxe com ele uma pequena caixa de ferramentas. Ele checa uma coisa e outra, as baterias, os terminais, os fusíveis, o motor de arranque e sugere que o problema deve estar nele. A Vivi insiste na história das faíscas nos terminais, que aparentemente estão bem firmes e sem sinais de oxidação, mas parece ser este um sintoma importante a ser valorizado para o diagnóstico da causa do problema. Parece conversa de médico, não? Acontece que o Alexandre também é médico, então o papo rolou legal.
Ele, já encharcado de suor, avalia novamente aquele setor, afrouxa os terminais, desencaixa-os e percebe uma pequena, mínima, oxidação numa arruela de um dos terminais. É tão mínimo isso aqui, não acredito que possa ser a causa, mas, pelo sim, pelo não, vou dar uma lixada – diz Alexandre – e o faz com a ponta de uma chave de fendas. Recoloca tudo no lugar e a Vivi vai dar a partida novamente – o motor ligou como se nada houvesse acontecido.
Grande Alexandre! Que legal entender e saber fazer as coisas – digo eu feliz. E ele retruca – quem conseguiu entender e aprender o Ciclo de Krebs pode aprender qualquer coisa.
Agora é só conseguir uma carona para levar o Alexandre de volta ao seu barco. Vivi acena para uma lancha que passava a uns duzentos metros, fazendo sinal para que ela viesse até nós e, na aproximação, qual não é nossa surpresa ao ver quem a comandava – o Magrão, eletricista responsável pela instalação e manutenção elétrica do nosso barco. Combinamos que ele vai fazer uma revisão das baterias e suas conecções ao longo dessa semana.
Vamos até o iate clube, pegamos a Cristy e fomos navegar. Já são mais de 13 horas, vamos almoçar uma dobradinha (bucho ensopado) que ela trouxe pronta. Ancoramos na Ilha do Francês para o almoço, depois fomos velejar, que era o que a Cristy mais queria. Mas o vento estava quase zerado, e mais boiamos do que velejamos. Mas estava bom mesmo assim.
Ao anoitecer voltamos para o clube.
Acordar no Tinguá é sempre bom
Floripa, 09/10/11/12 de março de 2012.
Estamos embarcando, em Jurerê, são 21 horas. A noite está belíssima, uma leve brisa de nordeste, céu cheio de estrelas e uma lua poética no céu. A bordo, organizamos as coisas que trouxemos de terra e a Vivi foi dormir. Eu não posso perder esse momento – é sempre assim: quando estou feliz não quero ir dormir para continuar desfrutando dessa sensação de bem estar, como se minha alma estivesse envolvida em pétalas de rosas aveludadas e minha pele acariciada por uma energia quase mágica. Permaneço no cock-pit namorando a lua e observando o reflexo dela no mar que está quase espelhado.
Já são mais de meia noite quando resolvo ir para a cama.
Às quatro horas da madrugada acordo com o barco sacolejando, devido a um vento de noroeste forte que entrou. A água bate na plataforma da popa e sob ela, fazendo um barulho que não me deixa dormir.
Só quando amanhece o dia o vento volta a enfraquecer e roda para nordeste outra vez.
Temos que levar o barco no trapiche para abastecer os tanques de água – quase duas horas para encher os três tanques, porque a mangueira do clube é muito fina e a água não tem pressão. Aproveitamos também para dar uma lavada em todo o convés.
O Marcello, Guta (com o Eduardo ainda na barriga) e Arthur, do veleiro Split, estão embarcando e vão nos esperar no Tinguá para um churrasco. Na nossa chegada, vemos que o Marcello já está colocando as defensas e preparando os cabos para amadrinharmos. Eu não gosto muito de amarrar os barcos um no outro, especialmente porque circulam muitas lanchas no final de semana e as embarcações ficam colidindo o tempo todo. No entanto, amamos muito essa familinha e ficar perto é mais importante.
Ainda não passamos para o Split, estamos no Bubi organizando algumas coisas, quando a Guta comenta: “esses barcos não estão soltos, não? Nós estávamos para dentro daquela boia ainda há pouco!”. Ela mesma vai à proa e solta mais um pouco de corrente. Parece que resolveu, mas, quando observamos nossas referências, havíamos navegado de marcha à ré mais uns 200 metros. Decidimos soltar os veleiros e ancorar cada um no seu ferro, depois Vivi e eu vamos até eles com nosso inflável.
Já a bordo do Split o Marcello, como de hábito, nos brinda com um vinho de excelência, enquanto degustamos linguiças de cordeiro grelhadas na churrasqueira.
Ao anoitecer eles vão embora, a maioria das lanchas também parte e ficamos Vivi e eu, neste paraíso, fazendo música e tocando violão no nosso cock-pit. Esta é uma vida privilegiada. Nossa, se é!
Amanheceu outro dia lindo de sol. O Livre chega hoje, com Rô e Maurão que tiveram que dar volta na Ilha de Santa Catarina para trazer o catamarã do centro para Jurerê, já que seu mastro é muito alto e não passa sob as pontes. Fizemos contato telefônico e, como estamos no Tinguá, eles vêm ao nosso encontro. São cerca de oito a nove horas de navegação para completar esse trajeto e eles saíram ontem do clube no centro, mas como o mar estava muito alto e o vento muito forte, eles dormiram no Pântano do Sul e reiniciaram a velejada hoje pela manhã.
São cerca de 13 horas quando eles chegam ao Tinguá e a Rô já anuncia que está com um carreteiro no fogo, elaborado com as sobras do churrasco da noite anterior. Para quem passou a manhã toda brincando no mar e ainda não providenciou almoço, é um convite irrecusável.
À noite, preparo o jantar para nós quatro – entrecote grelhado na chapa com uma massa ao molho de alcachofras e um belo vinho tinto.
No dia seguinte observo pela vigia da popa, ainda vadiando na cama, que o Livre está partindo. Abro a vigia e converso com o Maurão, combinando de nos encontrarmos na sede de Jurerê para o almoço.
Carnaval 2012 – Floripa
Floripa, 16/17/18/19/20/21 de fevereiro de 2012.
É quinta feira, dia de sol, vento NE soprando gostoso (20 nós), mar bastante mexido e estamos rumando para o Tinguá para dormir naquelas águas tranquilas e abrigadas desse vento.
Ontem compramos um bote novo (Flex Boat 2,40) com um motor de popa (5 HP) e vamos inaugurá-lo. Era o sonho de momento da Vivi, então, enquanto ela imaginava que havíamos ido até a loja para ver orçamentos, fechei negócio e presenteei-lhe. Ele está ali, pendurado no turco, bem amarrado para não balançar durante a navegada.
Está entardecendo e as gaivotas preparam-se para o merecido repouso, depois de um dia inteiro circulando em volta dos barcos em busca de comida.
Algumas já estão pousadas na linda Mata Atlântica que circunda essas águas, enfeitando-a de branco. Aqui de longe, parecem algodão no meio daquele verde, ou flocos de neve, iguais aos que vemos em fotos dos países nórdicos. Mas outras, ainda voam próximas às árvores, curtindo o por de sol, até que a escuridão da noite se completa. Parece que velejam no céu, com suas asas inclinando de um lado ao outro, utilizando a mesma aerodinâmica que imitamos ao velejar.
Ligamos para a Sany, minha irmã que mora em Blumenau e a convidamos com sua filha Carol e o genro Max para vir navegar conosco, já que os pais do Max têm casa de veraneio ali em Governador Celso Ramos (praia da Armação) e poderemos busca-los na praia com nosso bote inflável.
A noite está linda e inspiradora para um violão no cock-pit, onde ficamos fazendo música até à uma hora da madrugada.
A noite foi agradável e amanheceu um dia lindo de sol. Tomamos um belo café da manhã, como de praxe, e fomos até a praia jogar frescobol. Inauguramos o bote novo – muito legal, com fundo de fibra, mais conforto para embarcar e desembarcar.
As lanchas começam a chegar, aos montes. Digo para a Vivi: prefiro os nossos lancheiros, aos do Caixa D’Áço – aqueles são mais barulhentos e menos educados em relação às regras de velocidade na chegada a um atracadouro.
No final da tarde o Talismã – um Thor 42 igual ao nosso – chega com nossos amigos Cocau e Ione. Vamos visita-los e eles nos presenteiam com uma capa para o nosso bote (que era muito pequena para o deles) e um lampião com LED, gracioso e moderno.
Sábado amanheceu outro dia lindo. Quando acordo, observo que o Talismã não está mais aqui.
A Rô (Catamarã/Livre) e o Marcello (Delta 36/Split) telefonam dizendo que estão vindo para o fim de semana. Eles chegam logo depois do meio dia e passamos o dia no Livre, fazendo churrasco, tomando cerveja e muitos banhos de mar. A Rô veio sozinha e o Marcello com o Arthur, seu filhote de cinco anos.
Para o jantar, preparo um risoto e jantamos todos juntos. O Marcello e o Arthur vão dormir no Livre, para a Rô não ficar sozinha.
Domingo acordamos e vamos até a praia jogar frescobol e esperar pela família. Sany, Max e Carol chegam.
O Marcello trouxe uma peça de bacalhau e eu outra. Eu os preparei no Livre, já que a turma hoje estava grande. Passamos outro dia maravilhoso, regado a espumantes, cerveja, sol e banhos de mar.
No final do dia nossos convidados desembarcam, mas voltam amanhã para irmos velejar. O Marcello e o Arthur voltaram para o centro com o Split.
Segunda de carnaval e vamos para o Iate Clube de Jurerê para participar do passeio de barco organizado para a ocasião – Carnamar. Vamos todos no Bubi. A festa é bonita e encerrada com um comidão no Clube.
A Rô comprou um Jet Sky e ele foi entregue hoje. Ela o reboca até o Tinguá, para onde retornamos no final do dia.
Minha família desembarca, porque voltam para Blumenau ainda hoje.
Preparo um jantar – talharim ao molho de alho porró e queijos – e convidamos Cocau, Ione e Rô para jantarem conosco.
Já são mais de meia noite quando eles vão retornar aos seus barcos, e a Rô se oferece para leva-los no seu Jet Sky. Os três embarcam, enquanto seguro o cabo do Jet. No momento em que vou passar o cabo para a Rô, os três fazem movimento em direção a minha mão para pegá-lo e, não deu outra, o Jet rolou e todos foram para a água. A cena foi muito engraçada, rimos tanto que eu tive aquilo que chamo de “pancreatite muscular” – uma dor intensa atravessada na região do epigástrio, que se torna quase insuportável na medida em que você não consegue parar de rir. A Ione feito um pinto molhado só dizia: “ai, eu de banho tomado, já tinha lavado o cabelo com shampoo, creme e tudo, ai!”. Coisa de quem está no mar. Faz parte.
Amanheceu outro dia estupendo! Combinamos que vamos velejar no Livre, que precisa ter suas velas abertas, porque a Rô só sabe navegar a motor e as velas estão ficando mofadas.
Vamos até o clube em Jurerê para deixar o Bubi e o Talismã em suas poitas, por questões de segurança e embarcamos no Livre. Içamos as duas velas e passamos todo o dia velejando – das nove horas da manhã, até às 19 horas, quando o dia findava – Ponta das Canas, Ilha do Arvoredo, Zimbros, Praia do Cardoso, Praia da Tainha, e de volta a Jurerê. Não paramos nem para almoçar; comemos a sobra do bacalhau que estava na geladeira e aqueles diversos petiscos que se leva para bordo. O vento, no período da tarde, soprou até 22 nós. Os panos todos em cima, o mar com vagas bem altas, e o catamarã nem aí! É um barco muito confortável que navega muito bem com vento a favor. No contra vento é lento e orça muito pouco, mas não perde o conforto.
Esqueci-me de levar a câmera (ficou no Bubi) para registrar esse passeio, mas a Ione fotografou com seu celular – oportunamente postarei as fotos.
NAVEGANDO COM DOBS
Floripa, 07 de fevereiro de 2012.
Desde que voltamos de Porto Belo temos navegado pelas redondezas e dormido no Tinguá, ou em Jurerê quando o vento sopra de sul.
Na semana passada aconteceu a Semana de Vela do ICVI. Acompanhamos algumas regatas, navegando ao lado e curtindo o visual que é formado com aquelas velas todas armadas no vento. E depois de cada regata, a festa da canoa de cerveja, com as discussões dos velejadores sobre os eventos da raia.

Hoje, terça feira, programamos embarcar e ficar a bordo até o sábado, quando temos o aniversário da Mãe Maria, que completará 89 anos de idade.
Compramos um bote inflável novo (Zefir), com motor de 5HP (Mercury), e queremos inaugurá-lo. O antigo, demos de presente para o meu irmão Dobs – que está vindo hoje de Blumenau para busca-lo e o convidamos para passar esses dias conosco.
Mal chegamos a bordo, já quase no final da tarde, e ameaçou uma tempestade, daquelas de verão. Esperamos que a chuva passasse e fomos navegar, a motor, porque não há vento nenhum e o mar parece uma lagoa. O Dobs está numa alegria imensa e faceiro na roda de leme, pela primeira vez em sua vida.
Já está a noitecendo quando retornamos ao clube, onde vamos dormir, com o barco na poita. Amanhã vamos para o Tinguá, fazer um churrasco a bordo.
Jantamos e vamos para o cock-pit, tocar violão e cantar (coisa que meu irmão adora). Parece que estamos ancorados num lago, de tão manso que o mar está. A lua está linda nos espiando. A noite está indescritível.
Já são quase uma hora da manhã quando vamos dormir. Arrumamos o camarote da proa para o estreante, que nunca dormiu num barco e está empolgado com a nova experiência – “vou colocar no Face Book” repete ele animado.
Acordo já dia feito e percebo que o Dobs já está levantado. Apresso-me em sair da cama, para preparar o seu café da manhã e me deparo com ele sentado no cock-pit, lívido, com uma sudorese profusa, dizendo não estar se sentindo bem e que teve sensação de desmaio quando saiu da cama. Faço uma avaliação rápida enquanto ele melhora totalmente. Imagino que possa ter sido uma hipotensão postural?
Sirvo frutas, café com leite, pães e queijos. Mas o Dobs está assustado – pede que o levemos até nossa casa para ele pegar o seu carro e ir embora. Diz que nunca mais quer dormir a bordo, que não gostou da experiência, que acordou várias vezes à noite imaginando que o barco poderia ir a pique! Logo ele que sempre foi ligado ao mar, fazia inclusive pesca submarina.
Paciência. Desembarcamos com ele e fizemos o churrasco na sede do clube. Depois fomos para casa, onde ele ficou hospedado até irmos para o aniversário de nossa mãe.



































